Câmera do futuro

Nos últimos anos os telefones celulares incorporaram câmeras fotográficas e revolucionaram a distribuição de fotos pessoais pela internet nas redes sociais. O instantâneo ganhou uma nova dimensão com o poder da distribuição em rede. Os telefones se transformaram ainda em aparelhos multi-uso, capazes de facilitar a vida, com uma infinidade de funções sempre a mão.

Agora é a vez das câmeras fotográficas profissionais incorporarem essa evolução para transformar mais uma vez a fotografia, permitindo ainda mais velocidade de informação. Chegou a hora das câmeras se conectarem com o mundo de forma mais direta e terem uma plataforma aberta à instalação de aplicativos de diferentes naturezas.

Talvez o motivo da grande demora no lançamento dos novos modelos de câmeras profissionais e semi-profissionais, seja o grande salto tecnológico que vem por ai.

Me concentrei no que interessa diretamente à fotografia, pensando num equipamento DSLR 35mm, deixando de lado as possibilidades multi-midia de audio e vídeo e também de outros formatos. Dessa forma fiz uma lista do que espero nas próximas gerações de câmeras fotográficas, divididas entre melhorias e inovações:

Inovações

– Tela touch screen: para dar suporte às inovações a seguir

– WI-FI – conexão à rede sem fio para:

  • operar uma ou múltiplas câmeras simultâneas a partir de computador, tablet, telefone celular ou mesmo de câmera principal
  • baixar as imagens durante sessão de fotos
  • envio de imagens via internet
  • navegar na internet

– bluetooth – dispositivo para:

  • envio de imagens para outros aparelhos
  • usar a conexão à internet de telefones, computadores ou tablets

– telefonia 3G: slot para chip 3G para acesso à internet para:

  • envio de imagens direto da câmera
  • acesso à internet
  • envio de SMS

– GPS integrado para:

  • geotag automático
  • dar suporte à aplicativos que usem informações de geo-referenciamento, como por exemplo aplicativo que aponta horário e direção exatas do nascer, rota e pôr do sol e da lua naquela localização na data selecionada

– sistemas anti-furto:

  • sistema de localização de equipamento desaparecido, como o “Find my iPhone”
  • uso de senha para baixar as fotos (as fotos são salvas em pastas protegidas com senha e só podem ser acessadas mediante à digitação da mesma) – dessa forma o comprador de uma câmera roubada não conseguirá usá-la.
  • banco de dados no site do fabricante para registro e consulta de equipamentos. Funcionaria da seguinte forma: é feito o registro de propriedade do equipamento assim que efetuada a compra (com opção de transferência futura para quando houver venda para terceiros). Caso haja roubo ou furto, o dono do equipamento pode registrar o roubo nesse banco de dados. As informações ficam disponível para consulta pública. Dessa forma pode-se consultar antes de comprar um equipamento usado, assim como as assistências técnicas podem verificar se estão recebendo equipamentos roubados. A pessoa que descobre um equipamento roubado pode encaminhar mensagem ao dono sobre o paradeiro do equipamento.

– saída thunderbolt: para baixar fotos com mais velocidade

– possibilidade de marcação das fotos com cores, estrelas e/ou bandeiras na própria câmera, de forma que essas informações sejam compatíveis com programas de edição de fotografia. Ou seja, o fotógrafo pode classificar o material produzido na própria câmera de forma compatível com os programas de edição tais como Lightroom, Bridge, Photo Mechanic e Aperture.

– sistema de controle de flash via rádio, como um pocket wizard integrado à câmera e aos flashes, uma vez que o sistema por infra-vermelho é limitado

– interface para controle de múltiplas câmeras simultâneas a partir de câmera principal (podendo ser controlado de três maneiras: via WI-FI, radio ou cabo)

– interface para baixar as fotos diretamente para HDs, sem a necessidade de qualquer aparelho.

– teclado para a adição de metadados e demais necessidades de texto.

– filtros digitais: principalmente filtro degradê

– sistema operacional que permita a adição de aplicativos de diferentes naturezas

– eliminação das cortinas, substituindo por shutter eletrônico, para permitir o sincronismo com flashs em velocidades acima de 1/250 sem perda de potência.

– sensor removível e intercambiável

Melhorias

– melhor distribuição dos pontos de foco, com mais pontos e principalmente pontos mais periféricos

– resolução em torno de 24 mega pixels nas câmeras mais rápidas e algo em torno de 40 nas câmeras mais lentas

– disparo de pelo menos 8 fps sem necessidade de battery grip

– menos ruído em ISO alto

– adição de ISO baixo, pelo menos ISO 25 e 50. ISO 12 também é bem vindo

– maior capacidade de armazenamento do buffer

– maior durabilidade do obturador

– botão de troca instantânea de preset: troca, num toque de botão, toda a configuração da câmera (modo, velocidade, abertura, ISO etc.) para uma configuração pré-estabelecida.

Talvez todas essas idéias juntas pareçam um tanto utópicas, mas vendo o que um iPhone 4 capaz de fazer, não duvido que, com a tecnologia atual, seja possível juntar tudo num só equipamento. E fico com a seguinte dúvida: os fabricantes de equipamentos fotográficos vão incorporar as capacidades dos telefones ou os fabricantes de telefones vão começar a fazer as câmeras fotográficas profissionais do futuro? Talvez um esforço conjunto seja a grande solução.

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One Comment

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